Acho que essa letra é muito pertinente ao momento que vivemos. Grande Renato Russo.
"Canção do senhor da guerra
Existe alguém esperando por você
Que vai comprar a sua juventude
E convencê-lo a vencer
Mais uma guerra sem razão
Já são tantas as crianças com armas na mão
Mas explicam novamente que a guerra gera empregos
Aumenta a produção
Uma guerra sempre avança a tecnologia
Mesmo sendo guerra santa
Quente, morna ou fria
Pra que exportar comida?
Se as armas dão mais lucros na exportação
Existe alguém que está contando com você
Pra lutar em seu lugar já que nessa guerra
Não é ele quem vai morrer
E quando longe de casa
Ferido e com frio o inimigo você espera
Ele estará com outros velhos
Inventando novos jogos de guerra
Que belíssimas cenas de destruição
Não teremos mais problemas
Com a superpopulação
Veja que uniforme lindo fizemos pra você
E lembre-se sempre que Deus está
Do lado de quem vai vencer
O senhor da guerra
Não gosta de crianças
O senhor da guerra
Não gosta de crianças
O senhor da guerra
Não gosta de crianças
O senhor da guerra
Não gosta de crianças
O senhor da guerra
Não gosta de crianças
O senhor da guerra
Não gosta de crianças
"It´s a little bit funny this feeling inside, not one of those you can easily hide. I dont have much money, but if I do, I would buy a big house where we both could live. If I was a sculptor (but then again no) or a man who makes potions and travel... I know it´s not much, but it´s the best I can do, my gift it´s my song and this one it´s for you. And you can tell everybody this is your song. And maybe it´s quite simple, but now that it´s done I hope you don´t mind, I hope you don´t mind that I put down in words how wonderful is life when you´re in the world..."
Eu sei, Elton John é brega, eu também acho, mas eu confesso: eu gosto dessa música, e gosto mais ainda da pessoa que fez essa música ter sentido pra mim.
Ueba! mamãe saiu do hospital galera, o que signifique (talvez, e um talvez bem grande) a volta da minha rotina diária, a volta à minha vidinha de estudante-estagiára-namorada. Não sei hein, mas alguns "fins" eu acho que chegaram...Até domingo passado eu estava crente que minha mãe teria que fazer outra cirurgia, significando mais algumas semanas me servindo da hospitalidade do hospital Moinhos de Vento, mas, vejam vocês que não lêem meu blog, a febre parou e ela teve alta. Outra, consegui um estágio, aleulia, aleluia. Não que conseguir um estágio seja difícil na minha situação, o probnlema era enconrar um estágio decente, que me proporcionasse uma boa aprendizagem e, antes de tudo, me motivasse. Pois é, acho que tá sendo bom, mesmo sabendo que existem coisas melhores...espero que isso seja sinal de uma ambição saudável, e não de uma incapacidade de gostar de alguma relacionada a minha profissão.
lendo o livro da Clarah Averbuck, tenho que concordar com o que ela escreveu: de repente as coisas acontecem quando tu menos espera, quando tu tá no teu canto, bem quietinho, sem mexer um fio de cabelo. Às vezes não adianta se matar correndo atrás, acontece quando tu menos procura. A ironia de tudo isso é que, no meu primeiro dia de trabalho, me ligam oferecemndo outra boa proposta de emprego, tentadora, diga-se de passagem...Coisas da vida. Coisas da vida.
OBS: trilha do momento: No Doubt, "Underneath it all", me lembra duas coisas: minha viagem aos EUA, pois lá que eu ouvi pela primeira vez, e um cara que fui muuuito apaixonada anos atrás. Vamos ver: you´re really lovely, underneath it all, do you want to love me, underneath it all, I´m really lucky, underneath it all, do you really love me...
Eu sou uma pessoa que fica muito frustrada quando determinadas coisas não saem como planejado, minha frustração vai do puta da vida à tristeza extrema, com necessidade de isolamento e choro. Claro que todos ficam frustrados, mas eu sempre achei que eu reagia exageradamente a certas situações, me estressando demais e dando uma importância maior que a devida. Nesse momentos, minha mãe, com a cabeça fresca que lhe era característica, tentava me consolar dizendo velhas frases, como que não era pra ter acontecido, agora era bola pra frente, pra eu não dar tanta importância etc. Esse tipo de conselho que só me deixava mais frustrada ainda. Uma das coisas que ela dizia era aquela velha frase de agenda de adolescente "No fim, tudo dá certo. Se não deu certo é por que ainda não chegou ao fim", que eu achava ridiculamente simples e superficial para levar a sério. Mas, ao mesmo tempo, sempre acreditei naquela frase "Deus escreve certo por linhas tortas", não que eu seja religiosa ou acredite em Deus, nada disso, mas, conforme certas situações da minha vida iam se desenrolando, percebi que certos objetivos não realizados no momento esperado, acabaram dando oportunidades para coisas melhores virem a acontecer. Não sei nada a respeito de Deus, mas eu acredito que minha vida segue caminhos tortos que, no final, na maioria das vezes me levaram ao lugar desejado. E quando alguma coisa boa acontecia, não podia deixar de lembrar da frase batida da minha mãe, afinal, no fim, dava certo.
Sabe, pode parecer uma imensa bobagem, mas eu passei a acreditar que meus objetivos, grandes ou menores, mais cedo ou mais tarde, seriam alcançados, mesmo que, em certos momentos, tudo parecesse estar dando errado. Assim, na atual fase da minha vida, meio sem eira nem beira, no limbo, tenho procurado acreditar nessas palavras e que, se por algum motivo eu estou "parada" nesse instante, é porque oportunidades melhores virão no futuro, eu espero...
O problema é que o desânimo, a deprê pegam pesado de vez em quando...dá vontade de ficar deitada na cama, quietinha, esperando o fim chegar. Não é lá que tudo dá certo, afinal?
Então, me acordem na minha formatura, de preferência com a oportunidade de emprego dos meus sonhos, pois esse é um dos "fins" que mais me angustiam na vida. Até lá, silêncio por favor que eu vou dormir.
Mau humor, mau humor, mau humor.
Merda, queria dormir na minha cama, na minha confortável cama, dormir, dormir, dormir...
Esquecer desse calor e de todo o resto.
Dormir...
Estou me sentindo numa espécie de limbo, sem ter muita certeza dos sentimentos que me acometem nesse momento da minha vida. Desde que iniciei a faculdade, sempre achei que minha vida estava completa, digamos assim. Pelo menos eu sentia que estava seguindo firme rumo ao alcance dos meus objetivos, primcipalmente no quesito me formar, arranjar um emprego e conquistar minha independência financeira. Até entrar na universidade, eu possuía a crença de que a faculdade a ser cursada me garantiria o conhecimento e preparação necessários para o mercado de trabalho, sendo que minha independência finaceira seria apenas uma questão de tempo até a formatura. Doce ilusão. Com o tempo, fui percebendo que as pessoas são muito, mas muito diferentes, e que a faculdade definitivamente não mudaria minha personalidade a ponto de produzir a profissional que eu queria ser.
Pode parecer ingênuo, mas eu achei que ao cursar a mesma faculdade que pessoas diferentes que eu, até mais inteligentes ou brilhantes, isso poderia nivelar meus dotes profissionais com os dos outros. Mas eu vi que boas notas, de longe, não siginifcam um bom profissional, independente do QI que alguém possa ter. Conheci o velho mundo chamado "prática" e não gostei do que meu EU sentiu ao encarar isso de frente. Insegurança, gagueira, pânico, ansiedade, necessidade de me impor mais, só pra citar algumas coisas que me fazem chegar a esse ponto dos meus estudos e achar que não estou preparada para a vida profissional. Definitivamente, estou achando que minha timidez e insegurança vão atrapalhar meu caminho, por mais estudiosa que eu seja. Claro que percebi qualidades em mim também, e percebi o que eu prefiro fazer, ou pelo menos, o que eu acho que eu faço melhor. E com certeza não é ser advogada de juri popular.
Assim, ao tomar conhecimento de tais circunstância que envolvem minha formação profissional e meu crescimento como pessoa, percebi como seria importante aprender nesses dois mundos, o da teoria e o da prática. Por isso, acho que um estágio é muito importante, e sempre procurei estar envolvida com um à medida que o tempo passava. Sem mencionar, igualmente, o lado finaceiro da coisa, pois, por maior que a exploração seja, qualquer graninha a mais no fim do mês que seja conquistada graças ao teu suor, vale a pena.
Por tudo isso, acho que minha vida vinha se dividindo em momentos de responsabilidade e momentos de lazer. Responsabilidade que envolvia comparecer às aulas, estudar e trabalhar, sendo que todo o resto (que não era muito) era dedicado ao esquecimento das situações anteriores, e a namorar, principalmente. Agora, parece que esse meu mundo bipolar não existe mais...estou desempregada, procurando um estágio, que não pode ser qualquer um, tem que ser o estágio perfeito, sabe como é...meu semestre foi simplesmente muito esquisito, faltei dois meses e meio de aula, cursei poucas cadeiras, o semestre já está quase no fim, não preciso mais comparecer às aulas, com a exceção de mais alguns 3 ou 4 dias. Mas, apesar de estar com poucas responsabilidades, ou pelo mesno poucas que eu costumava ter, também não estou vivendo momentos de lazer e despreendimento total. Parece que um terceiro fator entrou nessa equação. Tal fator é a soma de várias coisas, uma delas é meu desânimo quanto à perspectiva de voltar a trabalhar em algum estágio que me explore até a útlima gota, que eleve meu nível de ansiedade até o último grau, sem a menor perspectiva de construir meu futuro no lugar. Soma-se a isso, pouquíssimas horas de sono, estresse bombando, eu e a casa desarrumada por falta de cuidados e, quem sabe, uma recaída pelo cigarro pra acompanhar tudo isso. Além disso, como já mencionei antes, não contava em assumir a responsabilidade por mãe doente., o que me deixa, de certa forma, presa a isso, tendo que elevar como prioridade o cuidado com minha mãe.
Não estou trabalhando, não estou estudando, mas não estou curtindo essas "férias" também...Limbo. Não sei que passo tomar a partir de agora, saí de uma fase, estou prestes a entrar em outra, mas não consigo fazer essa transição. Não consigo ter aquela sensação de que as coisas estão seguindo seu ritmo normal, me sinto parada no tempo, com os outros correndo na minha frente, garantindo seu futuro profissional, enquanto que eu não consigo decidir o que fazer da vida.
Talvez, no fundo, o fato de cuidar da minha mãe é até um álibi pro meu limbo mental. Queria ter tesão pra fazer alguma coisa, mas me falta isso e me sobre vontade de ficar debaixo das cobertas...
Dormir, pelo menos isso eu estou conseguindo fazer, e muito, domir, uma das melhores coisas da vida.